História infantil para dormir: era uma vez, uma nuvem diferente ☁️
Em um céu muito azul 🌤️, onde os passarinhos cantavam e o vento soprava baixinho como um segredo, vivia uma nuvem chamada Nita. Ela era pequena, fofa e parecia feita de algodão-doce. Nita adorava flutuar pelo céu, brincar de desenhar formas engraçadas e se esconder atrás do sol como se fosse um jogo de esconde-esconde. Mas havia algo que a deixava inquieta… Nita guardava um segredo no coração: ela não queria chover. 😟
Enquanto as outras nuvens se preparavam animadas para espalhar suas chuvas sobre os campos, refrescando as árvores e enchendo os rios, Nita se afastava em silêncio. — Chover é barulhento, molhado e pode assustar as pessoas… — pensava ela, olhando o mundo lá embaixo. Ela preferia observar os arco-íris de longe e ouvir as histórias que o vento contava, enquanto se enrolava em seu cobertor de vapor.
— Nita, por que você nunca chove? — perguntou o Vento Sul, rodopiando em volta dela, curioso e brincalhão.
— Tenho medo… e se eu fizer tudo errado? E se chover demais e atrapalhar alguém? — disse Nita baixinho, escondendo o rostinho entre as gotinhas que nunca deixava cair.
O Vento Sul deu uma risadinha suave e respondeu com carinho:
— Ah, nuvenzinha… A chuva é como um carinho do céu. 🌧️ Ela ajuda as sementes a crescerem, limpa o ar e faz os rios dançarem. Depois dela, sempre vem um lindo arco-íris. 🌈
Nita ficou pensativa. Ela nunca tinha pensado na chuva como um gesto de amor. Será que poderia, mesmo com medo, fazer o bem com sua chuva? Essa pergunta ficou girando em seu coração por dias.
Alguns dias depois, Nita sobrevoava um campo silencioso e triste. As flores estavam murchas, a grama amarelada, e os passarinhos voavam devagar, quase sem força. Um pequeno coelho, olhando para o céu, sussurrou:
— Ah, se uma nuvem gentil viesse nos visitar…
O coração de Nita se apertou. Ela queria tanto ajudar, mas o medo ainda morava ali. Então sentiu uma gotinha escorregar. Depois outra. E mais uma. Até que… choveu. 🌦️
Mas não foi uma tempestade barulhenta. Foi uma chuvinha leve, dançante, como se cada gota fosse um beijo suave do céu. As flores se abriram em festa, os pássaros cantaram alegres e o campo inteiro sorriu com gratidão.
Nita ficou surpresa com o que sentiu. Chover era bom! Aquilo não causava medo, causava alegria. Ela se sentia leve, útil, feliz. As outras nuvens, que a observavam de longe, bateram palmas de alegria. Até o trovão, que parecia bravo mas tinha um coração generoso, piscou para ela. ⚡
Nita percebeu que seu medo era apenas um jeitinho do coração avisar que algo novo estava por vir. Ela descobriu que podia sim espalhar amor e fazer o bem. E naquela noite, quando o céu se encheu de estrelas, Nita brilhou como nunca, flutuando com orgulho e serenidade. ✨
Na manhã seguinte, Nita acordou com um desejo diferente: ela queria voar mais longe, conhecer novos lugares e levar sua chuvinha amiga para quem precisasse. Voou por cima de montanhas, vilarejos, florestas e até desertos. Onde passava, deixava um presente suave — uma chuva carinhosa, cheia de afeto.
Em um jardim, viu uma menina tentando regar uma flor com um copinho d’água. Nita se emocionou e desceu devagarinho. Fez chover bem ali, de mansinho. A menina levantou os olhos e sorriu com brilho no olhar. 😄
— Obrigada, nuvem! — disse ela, encantada.
Aquela foi uma das coisas mais lindas que Nita já tinha sentido. Ela agora sabia que a sua chuva podia fazer diferença. Que sua história era mais do que medo, era uma verdadeira história infantil para dormir cheia de coragem, ternura e transformação. 💖
O céu foi escurecendo, as estrelas começaram a piscar, e Nita, já cansadinha de tanta aventura, procurou um cantinho macio entre as nuvens. Bocejou suave, como um suspiro. 😴
— Hoje eu fui corajosa… e fiz o mundo sorrir — pensou, fechando seus olhinhos com um sorriso tranquilo.
E assim, ao som das corujas e com o brilho suave das estrelas, Nita adormeceu no céu. Uma pequena nuvem, agora sem medo de ser quem é, que espalhava amor gotinha por gotinha. 💤
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